segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Mega Man 7


Criada em 1987, a franquia Mega Man é uma das séries de jogos mais amadas e bem-recebidas do mundo. Não importa o jogo, não importa a série, sempre vai ter alguém que sinta alguma forma de apego. Eu pessoalmente gosto muito da série X, após ter jogado os três primeiros jogos, e quero jogar os posteriores (pelo menos, os do PSOne). 

Os jogos começaram no NES e continuaram por um tempo considerável, com a Capcom aterrissando na geração seguinte com Mega Man X, sucesso de crítica e público. De qualquer jeito, após um desenvolvimento apertado, a série principal finalmente chegou no SNES, mesmo esse sendo o único jogo dela lançado para o console.

Mega Man 7 foi desenvolvido e publicado pela Capcom em março de 1995 e, apesar da recepção morna e meio seca da crítica, este jogo é um bom exemplo da qualidade do entretenimento pela qual a série é reconhecida, e não é esquecido devido a grande presença de coletâneas.

É hora de Rock entrar na roupa azul e se preparar pra explodir muitos robôs!


A história se passa no ano de 20XX, e o mundo dorme em paz. O robô lutador conhecido como Mega Man finalmente conseguiu colocar seu arquinimigo, o maligno cientista Dr. Wily, na cadeia (diretamente do final de Mega Man 6). Todos comemoram, afinal, ele já atacou o mundo em busca da dominação total seis vezes, e o nosso herói pode voltar a seguir sua vida como assistente do Dr. Light.

Mas apesar das inúmeras derrotas, Wily é conhecido não apenas por sua inteligência, mas por sua insistência. Para a tristeza dos heróis, ele colocou um grupo de Robot Masters na reserva, que seriam ativados caso ele ficasse longe de seus laboratórios por muito, estando na cadeia, por exemplo.

E é a partir daí que a história começa. Quatro novos robôs atacam a prisão e libertam o cientista do mal, e é a sua missão combater essa ameaça com tiros de todos os tipos saindo do seu braço. A presença de um novo robô, Bass, também traz um novo mistério para a trama.

Mega Man sempre foi um jogo de história simples, mas admiro o senso de continuidade, mesmo que ninguém mude fisicamente. Talvez seja isso que a Capcom resolveu compensar com Mega Man X, que foi lançado anos antes.


Um salto entre gerações pode ser difícil, mas Mega Man faz uma aterrissagem de excelência.

Com mais poder gráfico, o jogo se parece muito mais com as artes conceituais que vemos nos manuais, revistas e internet, com um ar mais cartunesco e muito mais colorido. O estilo visual dos robôs é exatamente o mesmo, mas tanto o protagonista quanto os vilões ganharam muito mais animação e vida de quando tinham 8 bits.

Cada fase tem um tema ligado ao seu Robot Master, o robô-chefe do final de cada fase, e é inegável que todos os cenários são bem agradáveis de se ver (o que também ajuda na hora de aprender as manobras e pulos). Ao contrário dos jogos anteriores, cujos ambientes eram largos e espaçosos, os cenários desse jogo parecem mais aproximados, maiores e mais detalhados (que também ajuda na dificuldade amena).

Falando mais sobre os personagens, Mega Man possui os mesmos maneirismos e animações dos jogos anteriores, mas num sprite bem melhor animado. Os Robot Masters ficaram ótimos, com animações fluídas e que mostraram que as melhorias gráficas estavam sendo aproveitadas. Vários inimigos clássicos da franquia também foram repaginados para esse jogo, e as habituais máquinas usadas por Dr. Wily também ganharam uma nova versão.

A qualidade musical é uma das marcas registradas da série, e pra esse jogo, não poderia ser diferente. Com temas que grudam na sua cabeça e te fazem lembrar dos estágios na hora, as trilhas carregadas de sintetizadores e energia são o que fazem a ação frenética do jogo tão tolerável. Inclusive, eu a escutei enquanto escrevia esse artigo, o que realmente me ajudou a deixar no clima, e isso não é algo que eu faço sempre.


Apesar de ser um jogo divertido, MM realmente é um jogo apegado à sua fórmula, com uma novidade aqui e ali pra não deixar o jogo sem tempero. Mesmo assim, eles compensam a simplicidade com qualidade, não apenas melhorando os gráficos mas os controles também.

O esquema é o mesmo de todos os outros jogos: você tem que seguir de um lado para o outro pulando e deslizando em vários tipos de plataformas e atirando em máquinas malignas com seu Mega Buster, até chegar no Robot Master, que deve ser derrotado e sua habilidade especial copiada pelo nosso herói. Cada chefe tem uma fraqueza específica, e as armas especiais trazem uma certa variedade não apenas na destruição de inimigos como na exploração do cenário.

Apesar de dificuldade também ser uma das marcas registradas da série, ela foi bem amenizada nessa interação do jogo, o que o torna bem mais acessível. Entretanto, isso não quer dizer que as habilidades dos jogadores não serão testadas, principalmente se eles quiserem finalizar o jogo da melhor forma possível.

Uma das maiores novidades do jogo foi a possibilidade de comprar power-ups em uma loja. Além de itens que recuperam sua vida e a energia, existem parafusos espalhados pelas fases, que servem como dinheiro e permitem a você comprar Cans, vidas e melhorias para o protagonista. Voltando dos outros jogos, Rush também ajuda a achar itens secretos pelos cenários, além de poder servir como um auxílio em plataformas difíceis, ou até mesmo como uma armadura especial (depois que você encontra as letras R, U, S e H espalhadas pela primeira metade.

Exploração é um dos maiores atrativos da série, e desse jogo também. A jogabilidade simples e a dificuldade justa incentivam o jogador a continuar procurando e a explorar mais pelo cenário à medida que sua habilidade melhora. Se procurar direitinho pelo Proto Man em algumas das fases, você também pode ganhar seu escudo depois de uma luta, o que também pode ajudar em momentos de sufoco.

O jogo também possui um modo VS secreto, que pode ser liberado por um código liberado ao final do jogo. Nele você pode escolher entre Mega Man e Bass e lutar contra o outro, usando de seu canhão de braço e movimentos especiais para vencer.

Só gostaria de acrescentar uma coisa: eu não consegui derrotar Wily no final. A luta final, contra ele na sua cápsula, é um absurdo de difícil e só mesmo com reflexos de aço e mais paciência que o que tenho sobrando que se pode vencer. Usando o código do final do jogo, fica até mais fácil, mas ainda não tive a chance de tentar.


Mega Man é uma franquia muito querida pra mim. Apesar de ser mais apegado a série X, é inegável a qualidade envolvida em todos os aspectos desse jogo, mesmo que a fórmula não mude radicalmente de tempos em tempos. Não é possível acertar sempre, mas a Capcom jogou segura com MM7 e o resultado valeu a pena. Recomendo com todo meu coração não só esse jogo, mas todos os jogos que envolvem esses personagens.

E continuando esse passeio por jogos que marcaram minha infância, o próximo é muito especial pra mim, pois não só ocupou bastante tempo da minha infância, como também foi um dos jogos que passou com maior tranquilidade pela regra dos 15 anos. Vou mostrar pra vocês que estrelinhas mágicas também podem lutar.

Por hoje é só, pessoal!