terça-feira, 31 de janeiro de 2012

The Lost Vikings


Convenhamos, todos gostamos de vikings. Os vikings não são os bárbaros que nós costumamos pensar que são, mas apesar dos erros comuns sobre eles, eu acho que eles acabaram se tornando uma das figuras mais populares do folclore moderno. E os vikings sobre os quais vou falar são alguns dos exemplos mais hilários do povo nórdico.

The Lost Vikings é um jogo de plataforma e puzzle lançado pela Silicon & Synape (sim, aquela que viria a se tornar a Blizzard) em 1992 para o SNES. Um dos personagens fez uma ponta em Rock n' Roll Racing, o jogo da semana passada, então decidi ver suas origens mais a fundo. The Lost Vikings é considerado um dos maiores clássicos do gênero, sendo aclamado pela crítica.

Pois bem, é hora de ver as aventuras de três vikings pelo tempo-espaço numa das fugas mais alucinantes da história dos jogos.


O jogo conta a história de três amigos vikings, Eric o Ligeiro, Baelog o Feroz e Olaf o Robusto. Eles viviam suas vidas tranquilamente, caçando, explorando, empilhando e cuidando de suas famílias, como todo viking sonha viver.

Mas a paz acabou numa fatídica noite, que mudaria para sempre suas vidas. Eles foram abduzidos por uma nave espacial gigante e levados para os confins do espaço. Mas não era qualquer nave, era a nave de Tomator, líder do império Crouton e  orgulhoso dono de um fantástico e vasto zoológico intergaláctico, com espécies de diferentes cantos do universo. Claro que não poderia humanos na coleção, então ele parte pra Terra em busca de espécimes da nossa raça e acaba sequestrando os três vikings.

Só que Tomator não fazia ideia de com quem estava lidando, pois o trio não está disposto a se deixarem ser capturados tão facilmente. Os guerreiros escapam de suas celas e buscam por saída, mas acabam caindo em um vórtice temporal, se perdendo nas eras. Agora eles precisam sobreviver e achar uma saída pra casa, antes que Tomator os sequestre de novo.


O jogo se tornou famoso por sua jogabilidade, mas não podemos nos esquecer do visual dele.

Os cenários são vastos, coloridos e complexos. Como cada um deles é um quebra-cabeça, eles precisavam ser feitos de maneira que atraísse e desafiasse os jogadores, missão cumprida com êxito. As fases são pequenas e mais simples no começo, mas vão crescendo no decorrer do jogo, devido ao aumento de dificuldade obviamente.

O trio de guerreiros passa por diversos locais, desde a nave de Tomator até mundos feitos de doce, passando pela Pré-história e o Antigo Egito, incluindo até mesmo fábricas gigantes. Esses "mundos", por assim dizer, também possuem variações de cenários. Na Pré-história, por exemplo, os vikings passam por florestas e cavernas.

Os personagens também são incríveis. Cada viking é completamente diferente um do outro. Eric é o mais baixinho, ruivo e de roupas azuis, Baelog é o queixudo, possui um bigode de respeito e veste roupas verdes e um colete marrom e Olaf é o gordinho de roupas verdes, barba grande e um chapéu que tampa os olhos. Cada um deles reflete sua própria personalidade e sua função dentro do jogo. E não podemos nos esquecer dos inimigos, que variam em cada mundo, de dinossauros a escorpiões. Eles são legais e bem desenhados também, mas eu pessoalmente acho que os vikings roubam a atenção.

A trilha sonora é ótima. Cada "mundo" possui uma única música, mas elas são fantásticas assim mesmo. São animadas, divertidas e grudam na sua cabeça como chiclete. Elas recebem até um toque moderno, como a do Antigo Egito, que começa naquele tema egípcio mas muda pra um remix super-animado.

Outro detalhe importante são os diálogos hilários. No fim de cada fase, rola uma conversa entre eles, sempre acompanhada de humor, com eles fazendo piadas consigo mesmo, com o próprio jogo e até mesmo com o jogador. Isso também foi um dos fatores de sucesso do jogo.


Lost Vikings é uma mistura de plataforma e quebra-cabeça. Os personagens possuem características diferentes um do outro, e as habilidades dos três são necessárias para que se consiga prosseguir da melhor maneira possível em cada fase.

Eric é o ágil do grupo, o mais rápido e o único que pode pular, capaz de saltar longas distâncias, podendo também dar cabeçadas nas paredes, abrindo passagens secretas e liberando o caminho. Baelog é a parte ofensiva do trio, sendo o único que pode atacar os monstros, seja com sua espada ou com seu arco e flecha, sendo que ele também pode flechar alavancas e botões para desligar campos de força ou liberar pontes. Olaf é a muralha, graças a seu escudo, que obviamente defende ataques vindos por frente, por trás e até mesmo por cima, além de poder fazer o gordinho planar e permitir que Eric suba em cima dele para ajudá-lo a alcançar plataformas mais altas.

O jogo possui 37 fases que se passam em diversos lugares diferentes. As fases são completamente diferentes, mas o objetivo é sempre o mesmo, passar por todos os obstáculos e levar os três vikings até a saída de cada fase, combinando suas habilidades únicas.

Claro que isso não será fácil, pois além dos monstros no seu caminho, você pode ser seu pior inimigo. As fases não são difíceis, mas você terá que queimar os miolos para descobrir a melhor maneira de prosseguir, combinando as ações dos personagens com muito cuidado.

Cada viking possui uma barra de vida própria e há diversos itens que podem restaurá-las, mas mesmo jogando com um viking de cada vez, os outros dois ainda estão vulneráveis a ataques e armadilhas, então cautela é outra coisa importante aqui.Mas o mais importante é que você deve manter os três vikings vivos. Caso você chegue à saída sem um ou dois deles, ou nem mesmo chegue a saída, rola um funeral nórdico e os mortos são ressuscitados, reiniciando a fase.

Lost Vikings não possui meios de salvar o progresso, há uma password pra cada fase que você recebe assim que a começa. Como esses passwords nunca mudam, é só procurar a lista pela internet e começar pela fase que quiser, até mesmo pular pra última. Obviamente, eu recomendo que você jogue ele por inteiro, pois apesar de parecer grande, ele definitivamente não é cansativo, pelo contrário, você sente vontade de jogar cada vez mais.


The Lost Vikings é fantástico. Eu o recomendo com louvor pra todos aquele que buscam um desafio interessante e divertido. Aclamado pela crítica e amado por milhões de jogadores, o jogo foi um estrondo por sua jogabilidade viciante e seus hilários personagens. O jogo, como esperado, ganhou uma sequência 5 anos depois, mas aí já é história.

E pra semana que vem..., sinceramente não sei. Acho que vou surpreender vocês dessa vez.

Por hoje é só, pessoal!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Rock n' Roll Racing


Devo ter dito isso antes, mas não sou chegado em carros ou o gênero rock e seus derivados. Mas, para alegria do mundo, sou parte de uma minoria absoluta, já que a maioria dos homens amam essas coisas, ao ponto da obsessão. Imagine agora um jogo que junte essas duas coisas.

Sim, ele existe e se chama Rock n' Roll Racing.

Desenvolvido pela Silicon & Synapse (hoje conhecida como Blizzard Enterteinment) e publicado pela Interplay para Super Nintendo e Mega Drive, além de receber um port para o Game Boy Advance, Rock n' Roll Racing é um títulos mais memoráveis dos anos 90 justamente por essa temática rock, que era rara pros jogos da época.

Então, a pedido do meu primo Thiago, que está morando em Brasília no momento, eis Rock n' Roll Racing pra vocês.

Let the carnage BEGIN!


O jogo gira em torno da Indy Supercup, um campeonato interplanetário de corridas cujo foco não é apenas a competição entre os carros, mas sim a batalha entre eles, valendo muito dinheiro. Todos os anos, vários seres do universo competem nessas corridas assustadoramente emocionantes.

Cada um dos corredores possui uma motivação diferente pra correr. Snake Sanders quer provar que os humanos também podem sobreviver ao desafio, Cyberhawk quer apenas vencer, Ivanzypher quer mostrar que é digno de participar da competição como qualquer outro, Katarina Lyons acredita que mulheres também podem vencer a competição, Jake Badlands quer usar o prêmio como caridade e Tarquinn quer ser o melhor de todos.

Obviamente, há outros competidores para atrapalhar seus objetivos. Em cada planeta da competição, você terá um rival diferente, com um objetivo próprio, além de outros dois corredores genéricos. Viper MacKay quer simplesmente lutar, Grinder X19 foi criado para vencer, Ragewortt é um príncipe que deve derrotar os melhores para herdar a coroa, Roadkill Kelly é um assassino que quer matar os competidores, Butcher Icebone quer provar sua superioridade e J.B. Slash, o campeão invicto do torneio, quer continuar a vencer e ser pago. Os outros dois corredores são Rip e Shred, gêmeos filhos de um famoso empresário que querem apenas continuar a correr.

Ah, e não podemos nos esquecer do personagem secreto: Olaf, de The Lost Vikings, outro jogo do mesmo estúdio, além de outro sucesso. Olaf quer apenas mostrar que é tão capaz de correr do que qualquer outro.


O jogo parece ter saído da mente de alguém que ouviu muitas horas de Black Sabbath, ou alguma outra banda famosa de rock que certamente não escuto.

A temática das é obviamente fora da realidade, pois elas não se passam na Terra. Pra tornar a coisa ainda mais surreal, os criadores da Indy Super Cup ficaram fascinados com o gênero musical terrestre conhecido como rock, daí o nome do jogo.

As pistas trazem todo aquele clima meio METÓL, com elementos como espinhos, caveiras e explosões, todos associados aos roqueiros da vida. Os cenários, ao contrário de Super Mario Kart, são destruídos, sinistros, condizente com a escuridão que envolve o rock.

Como são seis planetas diferentes, há seis tipos de cenários diferentes. Chem VI parece um parque industrial do Rock, Nho é um planeta gelado, Drakonis é um lugar realmente monstruoso, New Mojave é desértico, Bogmire é o mais normal e Inferno faz jus ao nome. Apesar de só mudarem as trajetórias das pistas, esse cinco cenários esbanjam... rockismo, por falta de palavra melhor.

A visão do jogo é isométrica, ou seja, você vê as corridas de cima, semelhante a Marble Madness. Pra você que, como eu, está acostumado com  a visão frontal, vai demorar a se acostumar um pouco com isso. Mas levando em conta que o jogo envolve batalhas, essa visão isométrica combina muito mais com ele.

Pra fazer você realmente entrar no clima, a trilha sonora é toda licenciada, ou seja, só há músicas reais de rock aqui. Black Sabbath, Deep Purples, SteppenWolf, George Thorogood e Henry Mancini são os artistas que você ouvirá aqui. Na versão do Mega Drive, há até uma faixa adicional do Golden Earring. A trilha sonora do jogo foi um fatores que o levou ao sucesso que tem hoje.

E pra mostrar que a futura Blizzard não brincava nem nessa época, a corrida tem até narração. O narrador é Larry "Supermouth" Huffman, responsável por parte da diversão do jogo e do icônico "Let the carnage begin!" que eu escrevi no começo do artigo. Eu pessoalmente o achei irritante depois de um tempo, então desliguei.


O jogo é uma mistura de corrida e batalha, e sinceramente combina muito bem os dois.

São seis planetas, que eu já citei antes, com duas divisões, A e B. Cada planeta possui um número diferente de pistas, que aumenta à medida que você avança na competição. Para você avançar nas divisões e nos planetas, você precisa de uma pontuação mínima. Você ganha pontos ao chegar nas 3 primeiras posições, ganhando mais pontos se chegar em primeiro lugar. Quando você conseguir a pontuação mínima, você pode ir da Divisão B pra A, e depois, ir para o planeta seguinte.

Mas o jogo se destaca nas batalhas. Cada carro possui três itens cada: um turbo, uma arma de ataque direto e uma armadilha. Esses itens podem fazer toda a diferença na corrida. Cada carro possui uma barrinha de energia e quando ela acaba, o carro explode. Não há um limite de vidas aqui, mas pode custar uma vitória dependendo da situação. Mas não se preocupe, há kits de primeiros-socorros espalhados pela pista que podem salvar sua vida.

Dinheiro também é importante aqui. Você ganha dinheiro chegando no pódio, além de bônus. Você pode usar esse dinheiro pra melhorar o seu carro ou até comprar um novo. Você pode incrementar os equipamentos, o motor, a blindagem, os pneus e os amortecedores, tornando o seu carro uma verdadeira máquina de batalha.


Rock n' Roll é um clássico da infância de muita gente, como eu e meu primo. Nós ficávamos jogando isso direto, e foi ótimo ter a chance de jogá-lo novamente. Eu recomendo veementemente praqueles que gostam de corridas e rock 'n roll.

E o próximo jogo será... segredo!

Mas uma dica bem óbvia: eu o citei no texto.

Por hoje é só, pessoal!

domingo, 8 de janeiro de 2012

SwordQuest


Sim, meus amigos, mais um ano começou. Não importa se você realmente acredita que o mundo vai acabar dia 21 de dezembro, 2012 promete ser um ano épico em vários aspectos, como no cinema e nos games. Então devemos começar os trabalhos aqui no blog de forma igualmente épica.

Em 1982, a Atari era a líder suprema na industria dos games, praticamente monopolizando o mercado enquanto não creditava seus empregados devidamente. Seu console, o Atari 2600, era sucesso absoluto em todo o mundo, e a empresa parecia não parar de crescer.

No auge de sua história, ela lançou um concurso. Uma competição épica por prêmios valiosos, que mexeu com a mente de jogadores por todo o mundo (ela se centrou praticamente só nos EUA, mas não queria diminuir o momento). Uma épica jornada através de uma série de quatro jogos.

Essa busca se tornou conhecida por SwordQuest.


SwordQuest é uma série de quatro jogos lançada pela Atari. Cada um é diferente do outro, mas todos eles foram uma das primeiras tentativas de se unir aspectos de jogos de ação e aventura no mesmo jogo. Porém, não era uma série de jogos comum.

SwordQuest se tornou uma verdadeira caçada ao tesouro. Uma mega-competição onde qualquer jogador possuía uma chance de ganhar, com prêmios no valor de 150 mil doláres.

Não, você não está dorgado. Uma empresa de videogame nos anos 80 lançou um concurso com prêmios valendo 150 mil doláres!! Só de escrever isso me arrepiei todo. Eis os prêmios: um talismã de ouro sólido incrustado com diversas pedras preciosas e uma espada de ouro branco, uma taça de ouro e platina incrustado com várias pedras preciosas, uma coroa de ouro incrustada com pedras preciosas e uma caixa de ouro maciço incrustado de pedras preciosas guardando um pedaço de jade branco.

E não é só isso. Os jogos estavam ligados a esses prêmios, mas no fim de tudo isso os quatro vencedores competiriam uma última vez pelo prêmio máximo: uma espada de cabo de ouro maciço e pedras preciosas com uma lâmina de prata pura.

Já deu pra imaginar como a coisa ficou séria na época. Mas vamos nos focar nos jogos por enquanto.

Cada jogo vinha com um gibi da DC Comics explicando a história, mas ele também era parte essencial do concurso, pois a chave para se dar bem no jogo estava escondido em suas páginas. Ela continha um quebra-cabeça que daria ao jogador a chance de se avançar na competição.

SwordQuest conta a história dos gêmeos Tarra e Torr, que tiveram os pais mortos por ordem do Rei Tyrannus devido a uma profecia do feiticeiro real Konjuro. Eles acabaram sendo criados como ladrões para despistar as forças do rei, mas acabaram se encontrando com Konjuro, que os perseguiu e os mandou para o Earthworld.

Cada jogo se passa em um reino místico diferente, que dão nomes aos jogos da série: Earthworld, Fireworld, Waterworld e Airworld. Os jogos e gibis narram as desventuras nos irmãos nesses mundos na busca pela Espada de Suprema Feitiçaria, que poderia derrotar ambos Konjuro e Rei Tyrannus. Pena que nunca soubemos o final dessa história...

Estou me adiantando. Explicarei melhor na hora certa.


O jogo possuía alguns dos gráficos mais avançados da época, além dos clássicos efeitos sonoros típicos do 2600. Cada jogo está relacionado ao seu respectivo elemento, além de possuir uma estrutura relacionada a algo relacionado á mitologia: Earthworld é baseado no Zodíaco, Fireworld, na Árvore da Vida do Cabala, Waterworld, nos sete centros do Chakra, e Airworld seria baseado no I Ching.

Com isso, cada jogo possuía uma estrutura única, com desafios únicos, o que garantia tanto variedade quanto desafio para os jogadores que queriam vencer, mesmo que tenham a mesma jogabilidade básica, que misturava a lógica e a narrativa dos jogos de aventura com a eletrizante ação dos jogos de ação dos arcades.

Cada jogo se resumia a coletar e deixar itens. Baseado em cada uma das estruturas que eu já citei, você percorria as salas coletando e deixando itens. Se os itens certos, fossem deixados na sala certa, uma pista aparecia na tela, e é aí que entra o gibi.

A pista nada mais é do que uma página do gibi e um dos quadrinhos, como uma coordenada. E no ponto dessa coordenada, havia uma palavra escondida no quadrinho. Você ia jogando, achando as pistas e palavras escondidas. No fim, você tinha que montar uma frase com elas, mas como algumas das palavras eram pegadinhas, havia uma pista secreta na capa do gibi que te ajudava a escolher as palavras certas.

Após achar as palavras certas e montar a frase, você a enviava para a Atari. Se você acertasse, você era chamado para ir a sede da companhia e jogar com outros concorrentes numa versão customizada do jogo, cujo objetivo era descobrir todas as pistas em um intervalo de tempo. Quem descobrisse todas elas primeiro ganhava.

O vencedor de Earthworld foi Steven Bell. Das 5000 entradas no concurso, apenas oito descobriram as pistas certas e Steven ganhou a competição, ganhando assim o Talismã da Penúltima Verdade. Steven o derreteu e vendeu, mantendo somente a espada que estava incrustada nele.

O vencedor de Fireworld foi Michael Rideout. Dessa vez, mais de 50 pessoas descobriram a resposta certa. Então a Atari adicionou uma segunda etapa preliminar onde os participantes escreviam o que achavam sobre o jogo. Michael foi o vitorioso e ganhou o Cálice da Luz, que até onde se tem notícia, ainda está inteiro.

Os vencedores de Waterworld e Airworld, bem como o vencedor final não existem, pois o concurso acabou cancelado.

Era a Crise dos Videogames de 1983.


A Atari passava por grandes dificuldades financeiras. Depois que ela foi comprada, a competição acabou sendo cancelada

Waterworld chegou a ser produzido, mas foram feitas pouquíssimas cópias, o que o torna um jogo bastante raro. Mesmo assim, a competição pela Coroa da Vida nunca foi realizada. Airworld nem produzido foi, mas existem protótipos dele pela net. Seu prêmio seria a Pedra Filosofal. Por causa disso, nunca se pôde achar o ganhador da Espada da Suprema Feitiçaria.

Aposto que você estar se perguntando "Mas o que houve com esses prêmios?". Todos eles são reais, pois eles estavam em exposição durante a competição, mas nunca acharam seus verdadeiros donos.

Um dos rumores mais fortes é de que a Espada agora está nas mãos de Jack Tramiel, fundador da Commodore e comprador da empresa. Não existe nenhuma evidência que suporte isso, mas supõe-se que ele não só possui a espada mas também os outros objetos, a coroa e a caixa.

Como já disse antes nada disso foi comprovado, mas seria bem legal poder saber a verdade.


Só tenho apenas uma palavra para descrever isso: épico.

Pode não parecer tão épico assim, mas pense na situação. Games ainda não possuíam a força que tinham hoje. Eles não eram uma poderosa mídia, eram considerados brinquedos de luxo, e praticamente qualquer um podia lançar um console e criar jogos. Ver que a Atari estava disposta a elevar o nível dos games é algo incrível.

Claro, o fato do concurso nunca ter sido terminado ainda deixa algumas pessoas bravas e exigindo respostas, como por exemplo o paradeiro dos outros prêmios. Mas Swordquest ficará marcado no coração de todos aqueles que ainda buscam pela espada.

E semana que vem, vamos dar ao blog uma pegada mais rock. Meu primeiro artigo dedicado a outra pessoa vai trazer lembranças a muita gente.

Por hoje é só, pessoal!