domingo, 10 de abril de 2011

Breath of Fire


Ah, dragões... criaturas realmente fantabulosas. Ao longo da história dos videogames, dragões foram usados como temática nos mais diversos tipos de jogos, como esse aqui.

Breath of Fire é uma série de RPGs desenvolvida pela Capcom. O primeiro jogo, sobre o qual vou falar, foi lançado em 1993 (meu ano de nascimento!) e teve uma recepção positiva, gerando assim uma grande série, que se estenderia até 2003. Apesar de só ter jogado o I e o II, me apaixonei incondicionalmente pela série.

Mas chega de papo e vamos a história!


O jogo nos leva a um mundo em guerra. O Clã dos Dragões Negros começou uma campanha de dominação mundial, e eles começam atacando a vila de seus inimigos mortais, o Clã dos Dragões da Luz, e é aí que a luta começa.

No papel de Ryu, um membro dos dragões da luz, seu objetivo é resgatar sua irmã, sequestrada pelos dragões do mal, assim como parar suas atividades malignas e impedir que eles despertem uma terrível deusa cujo poder já quase destruiu o mundo uma vez...

Mas obviamente, você não estará sozinho na luta. Um dos pontos mais legais dessa série são seus personagens, com suas histórias e habilidades únicas. Ao seu lado, você terá sete aliados: Nina, princesa do Clã Alado (uma raça de homens com asas), Bo, um homem-lobo feito prisioneiro pelos Dragões Negros, Karn, um aspirante a ladrão, Gobi, um homem-peixe mercador, Ox, um homem-boi ferreiro, Bleu, uma feiticeira imortal e Mogu, uma toupeira humanóide.

Cada personagem possui um poder incrívelmente útil, tanto dentro quanto fora da batalha. Mogu, por exemplo, pode cavar em certas áreas específicas revelando alguns dos itens mais fortes do jogo, enquanto Nina pode aprender a se transformar em um pássaro gigante em determinado ponto da história, facilitando e muito sua locomoção e Karn pode se fundir com seus companheiros na luta, gerando novas e poderosas formas. Quando ele aprender a fazer isso, você não vai mais tirá-lo do grupo, eu garanto isso.


O visual é muito bom e competente. Apesar de não ser tão incrível como em outros jogos (leia-se: Final Fantasy VI), ele é bem agradável e competente. Mas só vemos sua verdadeira força nas batalhas. As animações dos personagens e dos monstros é realmente incrível e considerávelmente superior a muitos jogos. Os sprites e os cenários são bem animados. Os programadores realmente se esforçaram nesse aspecto.

A trilha sonora é simplesmente sensacional. Sabe aquelas músicas que você escuta uma vez e nunca mais esquece? As músicas do jogo são desse estilo. Os temas das cidades, das batalhas, do overworld (o mapinha pelo qual você anda pra ir até uma cidade)... enfim, todas as músicas são cativantes. Você com certeza vai querer baixar a OST do jogo quando acabar (ou até mesmo antes).

O sistema de batalha é de turnos, típicos de JRPGs. Você tem janelinhas indicando o HP e o MP (aqui chamado de AP - Ability Points). Assim que uma batalha começa você seleciona o que você quer que o personagem faça, seja atacar, defender ou conjurar magias. Um dos aspectos únicos do jogo é que os inimigos também recebem uma barra de HP, assim você pode ver o quanto de vida você tirou dele. Com os chefes, isso vai além, pois você precisa derrotá-los duas vezes. Quando você derrota um chefe uma vez, ele recupera um pouco de vida e aguenta mais algumas rodadas. Quando eu vi isso, eu fiquei muito puto, de verdade.

Mas como disse anteriormente, cada personagem tem um poder único. Karn pode se fundir com outros personagens, Bleu possui os feitiços mais poderosos do jogo e Ryu pode se transformar nos mais diversos tipos de dragões (daí o nome do jogo: "Hálito de fogo"). Conseguir esses poderes não é lá muito fácil mas vale muito a pena, acredite.


Breath of Fire é um jogo simples, sem uma história épica nem presonagens super-trabalhados ou algo do gênero. Mesmo assim, é apaixonante.

Por mais simples que seja, ele faz aquilo que um jogo tem que fazer: divertir aquele que está jogando. Ele é divertido, envolvente e muito bom pra se jogar. Eu recomendo como um fã. Como comentei com uma amiga minha vez, "Você vai fazer uma estátua minha de tão agradecido(a) que você vai ficar por eu ter indicado esse jogo!"

Por hoje é só, pessoal!

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