sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Spider-Man and Venom: Maximum Carnage


Um mês sem postar... não acredito que cometi este crime terrível contra meus leitores (se é que alguém lê isso aqui). Mas não se preocupem, não farei mais esse tipo de coisa, ao menos sem avisar. E pra compensar isso, nada melhor do que outro mês temático!

Em agosto de 1962, a exatos 50 anos atrás, surgia um dos maiores de todos os tempos, o herói mais querido da Marvel, aquele que se tornou o Amigão da Vizinhança, o primeiro e único (da Terra-616, pelo menos) Homem-Aranha. Ele é meu herói favorito, sua posição no meu coração é acima até do Batman e, apesar de muitos acharem ele um bundinha (Lília, ainda vou provar que você está errada), Peter Parker é muito mais forte do que todos pensam.

Então, se é pra falar de jogos antigos do Homem-Aranha, vamos começar com um dos mais famosos. Maximum Carnage foi desenvolvido pela LJN para o Super Nintendo e o Sega Mega Drive em 1994. É notável por ser um dos primeiros jogos a ser totalmente baseado numa história do personagem, ao invés de uma história original ou pegar um ou outro elemento. Mas irei elaborar isso melhor mais pra frente.

Apesar de eu estar animado com esse jogo, fiquei temeroso ao ver a produtora dele. Se você é um verdadeiro especialista em jogos do NES ou um fã do Angry Videogame Nerd (como eu), sabe que ela criou simplesmente alguns dos piores jogos do console, a maioria baseado em filmes e quadrinhos. Será que esse jogo é apenas mais uma decepção, ou ela se redimiu por uma década de falhas?

Pois bem, é hora de descobrir.



A história em que o jogo se baseou também se chama Maximum Carnage. É um crossover do Homem-Aranha com diversos outros personagens que durou de março a agosto de 1993, dividido em 14 partes. Pra que vocês entendam melhor, farei uma breve recapitulação.

Se vocês viram o terceiro filme do Homem-Aranha, já devem saber quem é o Venom e o que são simbiontes. Por coincidência do destino, Eddie Brock, já separado do simbionte, se tornou companheiro de cela de um psicopata chamado Cletus Kasady. Eventualmente, ele se reúne com a forma de vida, que no momento, gera uma espécie de "filho", pois ele se reproduz assexuadamente. Esse "filho" acaba se unindo a Cletus, se fundindo a ele através de uma ferida, o transformando no monstruoso Carnificina. Ele acaba fugindo da pressão e cometeu diversos assassinatos, mas é detido pela trégua de Homem-Aranha e Venom.

Em Maximum Carnage, Cletus se reúne com o simbionte, que havia sobrevivido a luta por ter se fundido ao seu sangue. Ele escapa do manicômio onde ele estava preso, libertando outros supervilões no processo. Juntos, eles decidem espalhar o caos por nova Yorque, pois todos possuem uma visão distorcida do mundo. Homem-Aranha e Venom acabam se unindo novamente, dessa vez contando com a ajuda de diversos super-heróis, como Capitão Aranha, Punho de Ferro e Gata Negra para atrapalhar os planos do psicopata.

O jogo segue exatamente essa premissa. Cletus dá um jeito de escapar, se encontra com outros vilões e começa a fazer barbaridades nada agradáveis. Cabe a você pará-lo.


O visual... bem, ele é meio porco.

Não me levem a mal, ele é até regular, mas é 1994, ano de lançamento de Final Fantasy VI, Earthworm Jim  e Donkey Kong Country. Nós sabemos muito bem que o SNES podia gerar gráficos muito melhores que isso. Mas levando em conta que estamos falando da LJN, ficaria surpreso se eles tivessem um trabalho primoroso. Procure pelos jogos Who Framed Roger Rabbit e The Uncanny X-Men no Google e você vai entender do que estou falando.

Mas tenho que admitir, eles tentaram dar um visual mais próximo aos gibis. As cutscenes do jogo correm como quadrinhos, o que não era muito comum na época, por incressa que parível. E considerando que o jogo já é baseado em um arco que realmente existe, dá um clima bem legal ao jogo.

Os personagens possuem traços cartunescos similares aos quadrinhos, tanto os heróis quanto os vilões e capangas. Creio que seja por isso que o visual me pareceu um pouco porco, pois eles podiam deixar os personagens como nas HQs, mas com um melhor trabalho gráfico.

Entretanto, a trilha sonora é sensacional. Ela foi composta pela banda Green Jellÿ e possui um tom mais pesado, mais obscuro, e ainda sim, é eletrizante e combina bastante na ação. A banda até gravou uma versão da música de abertua, que você pode ouvir aqui. Obviamente, as músicas do jogo não são gravadas em estúdio e sim rendições computadorizadas.


O jogo é um beat-em'-up dos mais legais.

Como sempre, você só precisa seguir em frente, batendo nos diversos vilões que encontra, ocasionalmente encontrando com um chefe no fim da fase. Mas você não é simplesmente um lutador de rua, mas sim o Homem-Aranha. Você pode usar sua teia como escudo quando estiver parado, além de poder atrair vilões pra perto de você no melhor estilo Scorpion e amarrá-los com sua teia. Há também um ataque especial, só que ao invés de custar energia, custa uma vida.

E assim como o título diz, você pode jogar com o Venom também, se você jogar como player 2. Ao contrário do Homem-Aranha, que é mais rápido e ágil, o Venom é mais bruto e sistemático, porém com os mesmos ataques, já que ambos tem os mesmos poderes.

Mas você não lutará contra o mal sozinho. Há diversos itens secretos escondidos pelos cenários, que dão a você a habilidade de invocar outros heróis, heróis esses que aparecem na história original. Em ordem de aparição: Manto, Gata Negra, Adaga, Flama, Homem-Aranha/Venom (dependendo de qual você estiver jogando), Morbius, Deathlok, Punho de Ferro e Capitão América.

Apesar de tudo, o jogo não é fácil. Você precisa ter bons reflexos aqui, ou você perderá muito rápido, além da dificuldade aumentando drasticamente, complicando cada vez mais sua vida. E pra piorar, não há nenhum meio de salvar, nem mesmo passwords, e você só possui um único continue. Resumindo: ou você vira o jogo de uma vez, ou você gasta muuuuuuito tempo tentando terminar.


Maximum Carnage é um excelente jogo baseado em uma excelente história de um excelente personagem. Apesar de ser bem difícil, creio que você vai divertir bastante, pois o jogo é empolgante, a trilha é excelente e a possibilidade de jogar com um dos maiores heróis da história e um de seus maiores inimigos é sempre divertido.

E como todo bom jogo, ele recebeu uma continuação, sobre a qual falaremos semana que vem.

E uma trívia rápida: quando o jogo foi lançado, o cartucho era vermelho em ambos os sistemas, um dos poucos cartuchos coloridos do SNES e do Mega Drive. Mas foi relançado algum tempo depois, com a cor padrão de ambos os sistemas.

Por hoje é só, pessoal!

Um comentário: