segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Castlevania


Sim, eu mudei o nome do blog de novo. Mas não liguem para esse detalhe.

O mês é outubro, e como todos sabem, mês do Halloween. Mês em que as emissoras tiram pra exibir filmes e outras coisas relacionadas a terror, magia negra e afins, algumas incríveis, outras muito tristes (pelo motivo errado, claro). Então, pensei: por que não posso fazer isso no blog?

Nas próximas semanas, falarei sobre jogos com essa temática de assustar. E por que não começar com este clássico eterno?

Castlevania foi lançado pela Konami em 1986 para o Famicon Disk System (outro dia falo sobre ele) e portado para o NES em 1987. Este jogaço é considerado uma das obras-primas da Konami e aparece em várias listas como um dos melhores games já lançados para o NES, assim como um melhores jogos de plataforma da história.

Mas como este game consegue ser tão fantástico? Permita-me explicar.


A história é clássica e ao mesmo tempo icônica. Todo gamer que se preze tem a obrigação moral de saber essa história. Mas não faz mal contá-la.

O ano era 1691. A Transilvania estava indo muito bem, obrigado. A Idade Média tinha acabado e o feudalismo já havia perdido para o Absolutismo. Tudo corria tranquilamente, até que um castelo estranho começou a surgir no horizonte...

Só que não era um castelo qualquer, era o castelo mais amaldiçoado de todos, aquele que causa arrepios só de ser citado, o sinal de que a escuridão e a maldade tomaria conta de tudo... CASTLEVANIA!!!

TAN-TAN-TAN-TAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAN!!!

Só pra constar, Castlevania é o nome do castelo onde se passa o jogo. Por qual outro motivo você acha que o jogo e a série teriam esse nome? Aliás, o nome original do jogo era Akumajou Dracula (Castelo do Demônio Dracula), mas citar o demônio na capa de um jogo dos anos 80 era impensável, então ficamos com esse nome mesmo, que na minha opinião, é melhor. A série já foi chamada de Castlevania no Japão por algum tempo, mas voltou ao nome original por pedido dos fãs.

Onde estávamos? Ah sim, a história do jogo.

Castlevania é o lar do terrível Drácula, a pura encarnação do mal. A cada 100 anos, ele e seu exército de monstros, zumbis, vampiros e atrocidades volta a vida para tentar arruinar o dia de todo o mundo e é aí que você entra.

Aqui você assume o papel de Simon Belmont, membro do clã Belmont (O RLY), que baniu o Drácula há cem anos e cujo o propósito é combater a ele e sua armada de aberrações, lhes dando uma passagem só de ida para o quinto dos infernos. Com seu fiel chicote em mãos, o lendário Vampire Killer, parte numa jornada pelo castelo amaldiçoado, que nem ele nem o mundo esquecerão.


Pela história, já deu pra sentir que a Konami não estava pra brincadeira. E ela também não deixou a desejar na parte gráfica.

Como é fato conhecido, os gráficos envelheceram um pouco. Mas como também é fato conhecido, não importa a época, eles transmitem uma atmosfera assustadora e horripilante.

Nada de cores, cogumelos e rupees, aqui a intenção é te fazer ter pesadelos, e faz muito bem. Há muito uso de cores escuras e enebriantes, pra criar aquele climinha de medo, sabe?

Os cenários são variados e bem desenhados, apesar de simples. Dá pra ver claramente o que cada um deles representa, como masmorras e cavernas. Tudo foi feito para garantir a aventura mais apavorante possível.

Claro que os inimigos também entram na onda. Eles não possuem muitas cores, sendo quase monocromáticos na maioria das vezes. A maioria dos inimigos foram tirados de clássicos do cinema, como os filmes da Universal Horror, então são bem fáceis de se reconhecer, como o Monstro de Frankenstein e as Múmias.

Até a Morte aparece no jogo, sob comando do Drácula. Isso é que eu chamo de moral.

Mas o que realmente me conquistou nesse jogo foi a trilha sonora, sem dúvida alguma. Muitas vezes achava que era exagero quando lia sobre ela, mas era tudo verdade. Ela é simplesmente umas melhores trilhas do NES. Clássicos como Vampire Killer e Wicked Child são tocados aqui na primeira vez. Você provavelmente nunca mais esquecerá essas músicas.

Eu, por exemplo, estou ouvindo essas músicas no exato momento em que você está lendo, não importa qual seja.


O jogo é um típico plataforma, linear e simples. Tudo o que você tem que fazer é de ir de um ponto ao outro da fase chicoteando tudo o que vê pela frente, de corcundas a candelabros. Ao contrário de suas sequências e prequências, Castlevania é bem linear, o que é bom, dependendo do ponto de vista.

Você possui uma arma fixa, o chicote Vampire Killer, fraco e curto no começo, mas que pode ser melhorado, ganhando maior alcance e causando maior dano. Há também armas auxiliares, no caso adagas, machados, o relógio, a cruz-bumerangue e a água-benta, além do crucifixo, que pode limpar a tela de uma vez, mas é raro um inimigo deixar cair um desses. Porém essas armas não podem ser usadas livremente. Para usá-las,você precisa juntar corações, que podem ser obtidos ao se chicotear os inúmeros candelabros que aparecem no jogo.

Até que parece fácil, não é? Pois bem, só parece. Castlevania é lembrado até hoje como um dos games mais difíceis do NES.

Pra começar, os controles são duros. Não há muito controle na hora dos pulos, e Simon também não ajuda, pois é tão ágil quanto o meu guarda-roupa. E todos sabem que esse problema num jogo que exige rapidez e reflexos (como, sei lá, ESSE) causa muito desespero e muito mais choro.

Os inimigos aqui também não facilitam a sua vida. Quem já chegou na quinta fase sabe bem do que eu estou falando. Padrões da ataque especialmente projetados para arruinar seu dia, além de uma batalha mais difícil do que afinal. A Morte causou muita tristeza e gritos pelo mundo. A não ser que você esteja com a água-benta equipada ou um código de invencibilidade em mãos, prepare-se para sofrer.

E não podemos esquecer do infame saltinho pra trás. Toda vez que Simon é atingido, ele dá um pequeno salto pra trás. Isso não seria problema, se não houvesse um bendito abismo estrategicamente posicionado no lugar da queda. É sério, isso é de encher a paciência.


Castlevania não fez um sucesso estrondoso na época do seu lançamento, mas conseguiu conquistar muitos fãs ao redor, iniciando uma das mais queridas franquias da indústria.

Ela recebeu uma trilogia no NES, que é formada por esse jogo, Simon's Quest e Dracula's Curse. Entretanto, não falarei de nenhum deles, pelo menos por enquanto. Tenho outro Castlevania em mente para semana que vem.

Afinal, o Drácula vai voltar daqui a 100 anos mesmo. Pra que estressar?

Por hoje é só, pessoal!

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