terça-feira, 19 de julho de 2011

Godzilla


Tenho que admitir, não sou um fã de filmes de monstros gigantes.

Provavelmente porque não nunca tive a chance de ver um (mesmo com a net), não sinto pelos monstros a mesma paixão pelos Super Sentais e Kamen Riders.

Mas eu adoro o Godzilla! Isso é indiscutível!!

Fala sério, você realmente acha que existe algo mais foda que um réptil gigante indestrutível capaz de cuspir radiação pela boca? Se a resposta é sim, 57 anos de sucesso e um impacto cultural incomensurável podem te fazer mudar de ideia. Claro que esse impacto também atingiu os games.

Este em particular foi lançado para o Game Boy em 1990 pela Compile. Não é o primeiro jogo lançado para a franquia do Rei dos Monstros, mas não é um dos mais queridos entre seus fãs, devido a diversos fatores dos quais pretendo falar.


Tá vendo o bichinho ali no canto inferior esquerdo da imagem? Aquele é o Godzilla.

WTF?

Como eles pegaram ele e transformaram nisso? Godzilla é o rei dos monstros, ele deveria ser representado como o ser colossal que ele é, mesmo com o poder de processamento do GB. Já tá começando errado...

Enfim, vamos a história. Minilla, o filho do Godzilla foi sequestrado pelos monstros que Sua Majestade já derrotou (ele é um rei e merece ser tratado como tal) e foi levado para o Labirinto da Matriz. Agora, Godzilla terá que enfrentar seus inimigos enquanto tenta atravessar o labirinto em busca de seu filho.

Pra quem não sabe, Godzilla realmente tem filhos, Minilla e Godzilla Jr., sendo Minilla o mais velho. Ele apareceu pela primeira vez em 1967 no filme Son of Godzilla e é filho adotivo do Rei dos Monstros. Ao contrário do pai, ele é possui um enorme coeficiente de fofura, afinal ele é praticamente uma versão de pelúcia do kaijuu (é como os monstros são chamados no Japão), além de ser uma maneira de atrair crianças, já que nos filmes ele até aparece nos sonhos delas.

O engraçado é que Godzilla também é conhecido como O Amigão da Garotada, mas isso já é outra história...


Infelizmente, nunca tive muito contato com o Game Boy em comparação ao SNES ou o Mega Drive. Mas acho que eles se esforçaram um pouco aqui.

Não tem muito o que se falar do visual. Os cenários até que foram bem feitos, levando em conta que há dezenas deles. Como Godzilla é um jogo de labirinto, há muitas fases diferentes e eles realmente se esforçaram pra não repetir as estruturas do cenários.

Não tenho nada a falar das cores, já que o GB original não tinha cor.

Em relação aos sprites eles são bem pequenos e não são nada mais do que representações fofinhas do Godzilla e dos outros kaijuus. Pra quem é fã da série, vai ser legal identificar quem é quem, mas para os noobs, isso provavelmente não vai fazer diferença nenhuma.

Felizmente, ninguém liga para noobs.


O jogo nada mais é do que uma mistura de labirinto e quebra-cabeça.

Como disse antes, Godzilla está em labirinto. Se você não prestar atenção, pode acabar se perdendo no meio do caminho.

Eis como o jogo funciona. Cada fase possui várias pedras espalhadas pelo cenário. Para você prosseguir no jogo, você precisa destruir todas as pedras. Aí entra a parte do quebra-cabeça: as pedras estão espalhadas estrategicamente, então você precisa destruí-las da maneira certa, senão você pode ficar preso ou não conseguir alcançar uma das pedras, já que aqui você não pode pular.

Levando em conta o tamanho do Godzilla, isso é até compreensível, mas levanta uma dúvida. Se eles realmente tiraram a possibilidade de pulo pra ser fiel ao personagem, por que eles foram fieis só nesse detalhe? Tem horas que não dá pra entender a cabeça dos programadores.

Continuando. Depois que você destruiu todas as pedras, aparecem setas pelo cenário e cada uma delas leva a uma fase diferente. Eis a parte do labirinto: é necessário seguir uma sequência correta de setas para chegar até o fim do jogo. Como você está num labirinto, um passo errado significa o fracasso total.

Não podemos esquecer dos inimigos. Há vários monstros para atrapalhar sua vida e te impedir de salvar seu filhote. Você não possui arma, a não ser um soco, que pode derrotar todos os outros, menos Ghidorah. Há também itens nas pedras, como uma ampulheta que paralisa os monstros e um relâmpago que mata todos os presentes, menos Ghidorah.

Pra quem não conhece, eis King Ghidorah.

Eu sei, é muito foda.

Claro que você não pode jogar o dia inteiro, então uma hora você terá que parar. O jogo usa um sistema de password pra salvar seu progresso. Há dois tipos: o de quatro dígitos, que guarda sua posição no mapa, e o de dezoito dígitos, que guarda os cenários já revelados e permite recomeçar da fase em que você parou. É meio complicado no começo, mas até que dá pra acostumar.


O jogo não pode ser um dos melhores da série, mas até que é legal. Se você é um fã bitolado da série, você pode não gostar do que fizeram com o personagem, mas não deixe isso estragar a diversão. Caso você nem conheça a série, taí um grande quebra-cabeça que vai te prender por algum tempo.

Desculpem mais esse sumiço. Viajei esse fim de semana e nem tive a chance de atualizar direito. Como não tenho mais nenhum plano, acho que tudo vai voltar ao normal.

E pra semana que vem, mais uma votação. Dessa é sobre um novo console que vocês acham que eu deva falar. Amanhã, postarei a pergunta no meu Facebook.

Por hoje é só, pessoal!

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